segunda-feira, 18 de julho de 2011

Contos de prostíbulos

Suja do que me parecia ser um cobertor de poeira, a moça cuja a aparência revelava certa indiferença a higiene, continuava seu trabalho - Ninguém parecia se importar
Por instantes fiquei parado, fixando-a. Por trás de toda aquela máscara existia uma moça (e vale a ressalva de que era uma bela moça ) - Ainda assim ninguém parecia se importar -

Inerte em seus próprios pensamentos mas sem deixar cair a bandeja, traçava um percurso labirintuoso entre pernas e sapatos das mais finas lojas da elite.
Chegou até a mim e disse em um certo tom de indiferença - o seu scotch senhor ! - E se retirou.
Não vi nos seus belos olhos castanhos a esperança de um trovador que a tirasse dali e desse a ela a vida de rainha que sempre mereceu.
E nem veio a mim a hipótese de tira-la daquele lugar asqueroso e lhe desse o mínimo de conforto possível. ( Afinal ela era só uma garçonete de um prostíbulo )

Só restava-me continuar fixando-a, todos os dias que adentrava ali. Traçando caminho entre as mesas, se curvando com drinks e nunca sendo notada. Ela era mais uma das belas rosas, que nunca soltariam o aroma da doce existência de ser !

Nenhum comentário:

Postar um comentário