sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Irei chama-la de poesia.

Um soar poético entranhou-se nos meus ouvidos, porém, nem toda poesia retrata algo belo.
Esse soar trazia dos ventos gélidos um pedido de misericórdia !
Ahh .... ! - Suspirava este enfermo, que até então vagava em meus ouvidos sem nome, sem cor e sem timbre.
Até então, não sabia o que fazer e sem perceber contra minha própria vontade desabei em lágrimas. Era como se essa voz poética se entranhasse em meus ouvidos e clamasse por ajuda.
Mas o que eu mero mortal em minha curta trajetória e minha curta crença poderia fazer ?
Ahh - Foi a minha vez de suspirar - triste de mim que nos momentos mais impróprios ( ou não) resolvo me confrontar com minha consciência.
Mas ainda sim, havia um problema ! Agora além da voz, eu conseguia vez a poesia trabalhando freneticamente para me mostrar o caminho certo para ajuda-la. Mas, POR DEUS ! - Exclamei.
Será que é tão difícil ? Me questionei por alguns minutos, minutos esses que pareceram horas, ou até mesmo dias. De repente, me veio a imagem de uma bela mulher na cabeça, ela trazia consigo um livro e as mãos entrelaçadas com a cabeça abaixada. ''Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomem tuum'' - Sussurrava ela freneticamente
Era o fim das lágrimas e a concessão para o sorriso ! Em um gesto simples, a poesia se foi, em versos e em prosas, me deixando ali, em estado de choque mas com um sentimento inexplicável.

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